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24/02/2016 – Brasil é um dos países com mais e-mails fraudulentos

Brasil e Equador foram os países latino-americanos com maior quantidade de vítimas em 2015 de ataques "phishing", nos quais os usuários são enganados mediante e-mails ou páginas falsas, segundo um estudo mundial sobre segurança na internet. "A América Latina sempre foi um território bastante atrativo para os criminosos cibernéticos e, por isso, podemos ver, além disso, a presença dos países da região no topo dos emissores de spam", disse nesta terça-feira à Agência Efe Dmitry Bestuzhev, diretor para a América Latina da equipe de Análise e Investigação Global da companhia de segurança informática Kaspersky Lab, firma autora do estudo. O estudo indica que o Japão é o país com maior número de usuários afetados por "phishing", com 21,68%, seguido do Brasil (21,63%), Índia (21,02%), Equador (20,03%) e Moçambique (18,30%). Segundo o relatório, os temas mais usados no ano passado para este tipo de fraude foram os Jogos Olímpicos no Brasil, a situação política da Ucrânia, a guerra na Síria, as eleições na Nigéria e o terremoto no Nepal. O documento mostra também que os Estados Unidos continuam sendo a maior fonte de "spam" ou correio não desejado do mundo (15,2%), seguido por Rússia (6,15%), Vietnã (6,13%) e China (6,12%). Dentro das nações latino-americanas, a Argentina (2,90%) ocupa o novo lugar, seguido por Brasil (2,85%) no posto dez, e México (1,93%), no 15. Quanto a vítimas de "spam", a Alemanha figura no primeiro posto com 19,06% dos ataques, seguido pelo Brasil (7,64%) e Rússia (6,03%). O relatório detalha que o volume de e-mails não desejados no ano passado se reduziu até 55,28% do total, o que representa uma queda de 11,4% com relação ao ano anterior, e adverte que os dispositivos móveis são o novo alvo para os ataques e fraudes informáticos. "Ainda se vive na ingenuidade de pensar que os dispositivos móveis não são vulneráveis aos ataques informáticos. Ditas circunstâncias são o cenário perfeito para os responsáveis", indicou Bestuzhev. Em 2015, os criminosos virtuais continuaram enviando e-mails falsos desde dispositivos móveis e notificações de aplicativos móveis que continham malware ou mensagens publicitárias, sustenta o relatório. "O aumento do uso de dispositivos móveis em nossa vida diária para intercambiar mensagens e dados, assim como para ter acesso e controlar contas bancárias, também teve como resultado o aumento de oportunidades de exploração para os criminosos virtuais", afirmou Daria Loseva, especialista em Análise de Spam de Kaspersky Lab. "Por tal razão, os usuários de dispositivos móveis têm que estar atentos e não baixar a guarda, já que as atividades dos criminosos virtuais nesta área é muito provável que aumente, junto com nossa dependência dos dispositivos", acrescentou.

24/02/2016 – Primeiro identificador universal

Um programa piloto pioneiro na Europa permitiu validar a identidade de um cidadão em um país estrangeiro através de seu smartphone, dando acesso aos serviços digitais de diferentes administrações públicas. O projeto, apresentado no Congresso Mundial de Móveis (MWC), realizado em Barcelona, conta com a participação da Generalitat da Catalunha, da Mobile World Capital Barcelona (MWCapital), da associação GSMA, organizadora da feira, e das operadoras Telefônica, Orange e Vodafone. "Mobile Connect" é um serviço padrão e seguro de autenticação do cidadão que permite acessar todo tipo de serviço digital teclando uma senha no celular após ter introduzido em um site os dados pessoais requeridos. A prova piloto, realizada com a participação da Generalitat da Catalunha e do ministério das Finanças da Finlândia, constatou que "Mobile Connect" cumpre os requisitos do regulamento europeu eIDAS, relativo à identificação e as transações eletrônicas na Europa. O diretor de Transformação Digital da MWCapital, Óscar Pallarols, explicou, em entrevista coletiva, que o teste consistiu em enviar um cidadão espanhol à Finlândia e um finlandês à Catalunha para que realizassem cada um em sua cidade de destino um trâmite no portal de uma administração pública que exigisse autenticação de identidade. "Mobile Connect" permitiu que o cidadão finlandês pudesse, mediante o "roaming" desde Barcelona validar sua identidade para realizar trâmites desde o site da Generalitat, assim como o catalão fez da Finlândia. O responsável pelo Programa de Dados Pessoais de GSMA, Janne Jutila, destacou que este serviço é completamente seguro e simples, pois o usuário válida sua identidade através do smartphone, sem que informação pessoal nenhuma seja compartilhada sem autorização. "O resultado foi 100% bem-sucedido, foi um passo único na Europa", ressaltou Pallarols. Uma vez confirmado que o serviço cumpre o regulamento europeu, a Generalitat, a AOC e a Mobile World Capital anunciaram seu compromisso de ampliá-lo de forma progressiva nos serviços digitais tanto do governo catalão como das administrações públicas locais, e a GSMA não descartou que novos operadores telefônicos se somem ao programa.

24/02/2016 – App identifica focos e casos de dengue, zika e chikungunya

Clarissa Thomé, do Estadão Conteúdo Rio - Um aplicativo para celular criado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte permite à população apontar focos de mosquito e locais em que há casos de dengue, zika ou chikungunya. O Observatório do Aedes aegypti funciona como um aplicativo de trânsito - as informações dos usuários ajudam a montar o mapa das regiões com maior concentração de insetos. Os dados são encaminhados para as prefeituras de todo o país e é possível, ainda, acompanhar se os órgãos públicos tomaram providências e quanto tempo levaram. "Desenvolvemos o aplicativo para que a população possa denunciar tanto o foco quanto casos suspeitos. Quando eu tenho a informação de que na mesma região há foco do mosquito e de pessoa doente, esse é um indicativo forte de que pode haver um surto ali. Porque o foco indica apenas o risco da doença. O sistema faz esses cruzamentos", explica Ricardo Valentim, coordenador do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (Lais). "O aplicativo vai acompanhar desde o registro até a resolução. E se não for resolvido, o cidadão pode pegar aquele registro e procurar outro órgão, que ajude nesse processo de fiscalização. Será uma grande ferramenta também para os Ministérios Públicos". Bolsistas de iniciação científica atuam como monitores do Observatório da Dengue. Eles encaminham os dados por e-mail para as prefeituras de regiões que fizeram denúncia. Depois de uma semana, eles entram em contato com alguns usuários para saber se o problema foi resolvido. Valentim apresentou nesta terça-feira, 23, o projeto para a assessoria técnica do Ministério da Saúde e para a Secretaria de Vigilância em Saúde. "Se o ministério encampar o aplicativo, essa comunicação com as prefeituras ganha mais agilidade. Vai deixar de ser manual e para se tornar integrada", afirma Valentim. Lançado no Rio Grande do Norte, o aplicativo recebeu contribuições principalmente daquele estado. Mas moradores de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Espírito Santo estão entre os que denunciaram focos de mosquito e informaram casos da doença. Foi o caso de uma estudante de 26 anos, moradora do bairro Rubem Berta, na zona norte de Porto Alegre (RS). "Tem uma piscina do lado de casa que está abandonada há bastante tempo. Os moradores não têm cuidado, não colocam cloro. A água está parada e bem verde. Não tivemos dengue, nem zika, mas estou preocupada", disse a estudante, que prefere não se identificar para evitar conflito com os vizinhos. Ela fez a denúncia na semana passada, mas ainda não teve retorno. Para Valetim, o aplicativo pode ajudar, inclusive, os gestores da área da saúde. "Hoje o processo é todo manual. Entre um agente de endemias identificar o foco e essa informação chegar ao gestor, leva três meses. Três meses é tempo suficiente para haver um surto numa região". Os últimos dados disponíveis do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), que aponta a proporção de casas infestadas pelo mosquito, são de outubro - 4% das residências tinham larvas do Aedes. Desde novembro, militares, agente de saúde e de endemias fazem visitas aos domicílios para eliminar focos e orientar moradores. A meta é vistoriar todas as residências do país - 40,9% dos imóveis do Brasil receberam essas visitas. Por conta desse trabalho, não haverá atualização do LIRAa, em março. Mas o Ministério da Saúde informa que não há perda de informação. As equipes também estão informando quantas casas vistoriadas tinham focos do Aedes aegypti (3,77%), ainda que adotando modelo diferente para captar os dados. A meta é reduzir a infestação para 1%.

24/02/2016 – Empresa francesa anuncia 1º implante de retina artificial

Da AFP A companhia francesa Pixium Vision, que desenvolve sistemas para a recuperação da visão, anunciou nesta quarta-feira que realizou com sucesso um primeiro implante de sua retina artificial Iris II, que deve ser comercializada na Europa a partir de meados de 2016. A Iris II oferece esperanças aos pacientes que perderão a visão por causa da retinite pigmentária, uma patologia da retina hereditária e degenerativa. Com 150 eletrodos, três vezes mais que seu protótipo Iris 1, estimula artificialmente a retina defeituosa e restaura parcialmente a visão para capturar formas e movimentos. "Esta novidade mundial, realizada em um paciente de 58 anos, transcorreu com êxito", declarou em um comunicado o professor Michel Weber, chefe do serviço de oftalmologia do Centro Hospitalar Universitário (CHU) de Nantes, oeste da França, onde foi realizado o implante em janeiro. Depois de vários anos de escuridão, o paciente agora percebe luzes e começará um processo de reeducação. Depois de ter implantado o Iris I em oito pacientes, mais dez receberão este novo modelo em vários centros especializados na Europa como parte do teste clínico, anunciou ainda a Pixium Vision. Além dos implantes, a pesquisa médica da empresa também explora a terapia genética e celular para restaurar a visão.

24/02/2016 – Desemprego atinge em cheio profissionais com diploma de ensino superior

A rápida deterioração do mercado de trabalho não poupa nem mesmo os trabalhadores mais qualificados. Pelos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, foram fechados no ano passado 115 mil postos de trabalho com carteira assinada para os brasileiros com Ensino Superior incompleto ou concluído - um sinal preocupante da piora acelerada da atividade econômica em 2015. As informações são da edição desta segunda-feira do jornal O Estado de S. Paulo. A retração no saldo marca uma virada. No período entre 2004 e 2014, o país sempre criou empregos para os mais escolarizados. No auge, em 2010, quando o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 7,6%, houve abertura de 306 mil empregos com carteira assinada para os trabalhadores com Ensino Superior completo ou incompleto. "Em termos de emprego formal, no ano passado, o País perdeu o equivalente ao que ganhou em 2013 e 2014. Neste ano, podemos perder mais dois anos em termos de criação de emprego", disse ao jornal o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), João Saboia. (Da redação)